A Vale divulgou seu relatório financeiro relativo ao terceiro trimestre de 2017. “O desempenho do 3T17 mostra melhorias na realização de preço e nos resultados iniciais da abordagem de gerenciamento matricial de custos. Além disso, a rigorosa disciplina na alocação de capital terá impacto direto nos fluxos de caixa futuros. Esta é uma nova fase para a Vale em termos de eficiência, sustentabilidade e governança corporativa. Agora podemos ir para o segmento de listagem do Novo Mercado, bem antes dos nossos planos originais, com o apoio de todos os nossos acionistas. Estamos prontos para transformar a Vale em uma verdadeira corporação”, afirmou o CEO da Vale, Fabio Schvartsman, sobre os primeiros resultados inteiramente sob sua gestão.
O EBITDA ajustado foi de US$ 4,192 bilhões no 3T17, ficando 53,6% acima do 2T17, principalmente em função de: maiores preços (US$ 851 milhões); melhores prêmios (US$ 447 milhões) nos produtos de alta qualidade de minério de ferro; maiores volumes (US$ 219 milhões) devido ao ramp-up bem-sucedido de S11D; menores custos (US$ 70 milhões).
Geração de caixa livre de US$ 1,438 bilhão e queda na dívida líquida de US$ 1,056 bilhão, encerrando o 3T17 em US$ 21,066 bilhões. A redução só não foi maior devido aos efeitos líquidos da apreciação do real na dívida da Vale, que aumentaram a dívida denominada em reais quando convertida em dólares em US$ 667 milhões, e aos efeitos temporários da volatilidade do preço de minério impactando contas a receber. O aumento da necessidade de capital de giro foi de US$ 981 milhões, porém a Vale espera um efeito inverso e positivo no fluxo de caixa no 4T17 com o aumento dos recebimentos durante o trimestre: “O quarto trimestre acelerará a redução da dívida. Tradicionalmente é um trimestre muito forte em termos de venda e recebimentos, e, além disso, assinaremos o Project Finance do Corredor de Nacala no dia 22 de novembro de 2017, com o recebimento acima de US$ 2 bilhões. Os recursos estarão totalmente disponíveis para a redução da dívida, nos permitindo atingir o target de dívida líquida entre US$ 15 e 17 bilhões de 2017”, destacou o CFO da Vale, Luciano Siani Pires.
Os investimentos foram de US$ 863 milhões no 3T7, mais uma vez inferior à marca de US$ 1 bilhão. Os investimentos da Vale devem totalizar US$ 4 bilhões em 2017.
O preço realizado de minério de ferro subiu US$ 15,9/t, principalmente devido ao aumento de US$ 8,0/t do Platts IODEX e ao aumento de US$ 4,1/t no prêmio. O aumento no prêmio foi resultado: de maiores prêmios de mercado para o minério de Carajás; de maior parcela de vendas do Carajás atreladas ao índice MB65%; da decisão de reduzir os produtos de alta sílica; da melhor gestão da cadeia de valor com a implementação do Centros de Operações Integradas (COI), que irá progressivamente prover respostas mais rápidas e mais efetivas à dinâmica de mercado, aumentando a produtividade dos ativos e as margens. “A Vale está focada na maximização de suas margens e, ao avançar os estoques para o exterior, está bem posicionada para gerenciar a produção e as vendas de minério de baixa e/ou alta qualidade, de acordo com a demanda do mercado, com o índice volume de vendas/produção totalizando 95% no 3T17. O índice venda/produção em 2018 deverá ficar em média no mesmo patamar do 3T17, uma vez que a capacidade de blendagem offshore está em ramp-up e estabilizará em 2018”, comentou Peter Poppinga, diretor executivo de Minerais Ferrosos e Carvão.
O custo caixa C1 caiu 7,1%, passando para R$ 45,8/t (US$ 14,5/t). Os custos retornaram para os níveis em reais de 2015 e 2016, como antecipado pela empresa no 2T17.
A competividade aumentou ainda mais, resultando no EBITDA ajustado por tonelada de Minerais Ferrosos de US$ 40,2/t no 3T17, 49,4% maior do que no 2T17, e no EBITDA breakeven de finos de minério de ferro e pelotas de US$ 30,0/dmt no 3T17, ficando US$ 4,4/dmt menor do que o 2T17 e atingindo o menor nível desde o 3T16.
O EBITDA ajustado de Metais Básicos foi de US$ 561 milhões, o que representou um aumento de US$ 175 milhões quando comparado ao 2T17, como resultado de maiores preços (US$ 180 milhões) e menores custos (US$ 44 milhões). Jennifer Maki, diretora executiva de Metais Básicos enfatizou: “Estamos muito satisfeitos com as melhorias consecutivas no desempenho de nossos ativos de cobre e comprometidos a melhorar a geração de caixa de todos os nossos ativos de níquel. No 3T, a transição bem-sucedida para operar com um único alto forno em Sudbury e o progresso do ramp-up de Long Harbour estabeleceram as bases para melhorias sequenciais”.
O EBITDA ajustado de Carvão foi de US$ 46 milhões no 3T17, atingindo um resultado positivo pelo quarto trimestre consecutivo, ficando US$ 111 milhões abaixo do 2T17 como resultado de menores preços (US$ 97 milhões) e do impacto líquido da maior tarifa no Corredor de Nacala (US$ 13 milhões), que foram parcialmente compensados pelos menores custos na mina (US$ 16 milhões). Os preços realizados foram impactados principalmente pelos preços provisórios estabelecidos no 2T17, que consideraram uma tendência estável para os preços de mercado, e que foram posteriormente ajustados para preços mais baixos no momento da entrega das cargas no 3T17.
O Project Finance de Nacala prossegue como planejado, com a aprovação dos Conselhos do NEXI e do JBIC ocorrendo durante o 3T17. Agora com todos os credores (incluindo AFDB, ECIC e os bancos comerciais) concluindo suas aprovações, o próximo passo é a assinatura do Project Finance, que ocorrerá no dia 22 de novembro de 2017.
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