A Jaguar Mining Inc. anunciou seus resultados financeiros e operacionais referentes ao trimestre encerrado em 31 de março de 2026, revelando uma virada significativa em sua lucratividade. Impulsionada por preços recordes do ouro, a companhia reportou um aumento de 63% em sua receita, que saltou para US$ 44,6 milhões, comparados aos US$ 27,3 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido ajustado atingiu US$ 10,3 milhões (US$ 0,12 por ação), refletindo a sólida margem operacional da mineradora, apesar de custos não recorrentes de restauração do evento em Satinoco e flutuações cambiais.
Financeiramente, a empresa reportou um EBITDA de US$ 12,5 milhões e um EBITDA ajustado de US$ 23,7 milhões. Os custos operacionais diretos (cash operating costs) ficaram em US$ 1.565 por onça, enquanto o custo sustentável total (AISC) foi de US$ 2.412 por onça. A margem de lucro operacional foi ampliada pelo aumento de 71% no preço médio realizado do ouro, que atingiu US$ 4.875 por onça no trimestre.
Mina Turmalina
Um dos marcos centrais do período foi o reinício estratégico das operações no Complexo MTL (Mina Turmalina). Durante os primeiros 22 dias de produção regulada após a retomada, a unidade contribuiu com 854 onças de ouro para o volume consolidado da empresa. Esse início de operação bem-sucedido é visto pela diretoria como a base fundamental para o aumento gradual da produção (ramp-up) planejado para o restante do ano de 2026.
Segundo Luis Albano Tondo, CEO da Jaguar, a geração de US$ 10,1 milhões em fluxo de caixa livre (US$ 1.104 por onça vendida) foi crucial para permitir que a empresa autofinanciasse o reinício em Turmalina e seus programas de exploração. A performance da MTL soma-se à produção consistente da Mina Pilar, que entregou 8.776 onças no trimestre, totalizando uma produção consolidada de 9.630 onças de ouro.
No campo dos investimentos, a Jaguar destinou um total de US$ 11,319 milhões em despesas de capital (Capex) no primeiro trimestre. Desse montante, US$ 4,854 milhões foram aplicados em capital de manutenção (sustentação), o que inclui US$ 3,161 milhões em desenvolvimento primário e US$ 304 mil em exploração brownfield. O foco em infraestrutura visa garantir a sustentabilidade das operações atuais conforme as minas amadurecem.
Já os investimentos de capital não relacionados à manutenção (expansão) somaram US$ 6,465 milhões no período, um aumento expressivo em relação aos US$ 933 mil investidos na mesma categoria em 2025. Esses recursos foram direcionados a projetos de capital e exploração mineral, incluindo a perfuração de 6.018 metros. A estratégia de exploração já resultou em um crescimento de 12% nas Reservas Minerais, que agora totalizam 858.000 onças. A companhia aguarda resultados de ensaios do alvo Chamé para continuar a conversão de potencial geológico em reservas.
Santa Isabel
A Jaguar encerrou o trimestre com uma robusta posição de caixa de US$ 71,2 milhões, o que garante liquidez para o seu próximo grande passo: o reinício da mina Santa Isabel (Complexo Paciência) previsto para o decorrer de 2026. Santa Isabel está em regime de cuidado e manutenção desde 2012 e sua reativação é um pilar para o crescimento sustentável da produção. Paralelamente, a mina de Roça Grande permanece em manutenção temporária desde abril de 2019, com custos de cuidado e manutenção para locais não operacionais totalizando US$ 1,05 milhão no trimestre.
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