Produção de finos de minério de ferro da Vale totalizou 68 Mt no 1T21
Volume registrado é 14,2% superior ao 1T20
Volume registrado é 14,2% superior ao 1T20
A Vale continua progredindo, apesar dos desafios adicionais impostos pela pandemia da Covid-19 no Brasil, em seu plano de estabilização do Minério de Ferro, retomando o restante da capacidade paralisada no site de Timbopeba e na usina de pelotização de Vargem Grande. Em Metais Básicos, a venda das operações de VNC foi um passo importante no compromisso da Vale de transformar o negócio, simplificando o fluxograma das operações e permitindo um foco contínuo nos ativos core. A Vale também anunciou sua intenção de sair do negócio de Carvão e concluiu em abril a reformulação das duas plantas de processamento em Moatize, que deverá produzir resultados sustentáveis para o negócio.
A produção de finos de minério de ferro da Vale totalizou 68,0 Mt no 1T21, 14,2% superior ao 1T20, com a Vale avançando em seu plano de estabilização e retomada operacional. O crescimento no comparativo ano a ano é atribuído: à retomada gradual das operações paradas nos complexos Timbopeba, Fábrica e Vargem Grande ao longo de 2020; ao melhor desempenho em Serra Norte e menor volume de chuvas em janeiro; ao aumento das compras de terceiros; e ao reinício das operações em Serra Leste, que foram parcialmente compensados por manutenções programadas em S11D; e ao menor desempenho no complexo de Itabira devido à restrição de disposição de rejeitos no complexo. A queda de 19,5% contra o 4T20 de produção é atribuída principalmente à sazonalidade habitual.
Em continuidade ao seu plano de estabilização e retomada, a Vale atingiu uma capacidade de produção de 327 Mtpa no 1T21, devido ao comissionamento das linhas de beneficiamento de Timbopeba (+7 Mtpa), que foi parcialmente compensado por restrições de desempenho em diferentes sites (por exemplo, Itabira e Mutuca), conforme divulgado anteriormente.
O plano de retomada avançou com o start-up da planta de filtragem de rejeitos de Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem em Minas Gerais. A segunda planta, localizada em Itabira, deverá entrar em operação até o final de 2021.
A produção de pelotas da Vale totalizou 6,3 Mt no 1T21, 9,2% menor do que no 1T20, como resultado da menor disponibilidade de pellet feed dos sites da Vale principalmente Itabira e Brucutu. Apesar de um trimestre mais fraco, a Vale espera aumentar gradualmente a produção durante 2021 com a maior disponibilidade de pellet feed de Timbopeba e Vargem Grande.
Os volumes de vendas de finos de minério de ferro e pelotas totalizaram 65,6 Mt no 1T21, 11% acima contra o 1T20, devido à forte produção de minério de ferro, sendo parcialmente compensado pela menor disponibilidade de pellet-feed. O prêmio de minério de ferro foi de US$ 8,3/t , na medida em que a forte recuperação da demanda dos mercados ex-China, preços mais altos do carvão metalúrgico na China e a necessidade de uma produtividade elevada nos altos-fornos deram suporte a spreads maiores entre os índices de referência 65% de Fe e 62% Fe e aos prêmios de pelotas.
A produção de níquel acabado ex-VNC foi de 48,4 kt no 1T21, 6,8% acima do 1T20 e 4,7% abaixo do 4T20. O aumento em relação ao 1T20 foi resultado de uma operação estável em Onça Puma e do forte desempenho nas refinarias do Atlântico Norte, com Long Harbour atingindo níveis recordes de produção no primeiro trimestre. Em comparação com o 4T20 a produção diminuiu, como resultado da menor produção proveniente de feed de PTVI, devido a manutenção programada na refinaria de Matsusaka. Esta queda foi parcialmente compensada por um sólido desempenho nas operações do Atlântico Norte.
Em 31 de março de 2021, a Vale concluiu a venda da VNC para o Prony Resources New Caledonia Consortium. Como resultado, a Vale descontinuará a consolidação das operações de VNC nos relatórios de produção e financeiros a partir do 2T21.
A produção de cobre atingiu 76,5 kt no 1T21, 19,0% inferior ao 1T20 e 18,2% inferior ao 4T20. A redução foi resultado de: mudanças nas rotinas de manutenção para aumentar a segurança e melhorar as condições operacionais, o que restringiu a movimentação da mina e impactou o teor de alimentação, em Salobo; e manutenção programada e não programada que levou mais tempo do que o esperado, já que a Covid-19 limitou a capacidade de mobilização de terceiros, nas operações do Sossego. Conforme as atividades de manutenção continuam em ambos os sites e uma grande manutenção planejada do moinho SAG em Sossego precisou ser adiada em função da Covid-19, outros impactos na produção são esperados, com as operações de cobre retornando a níveis normais no 2S21. Diante dos desafios no 1S21, a Vale espera que produção de cobre se situe próxima ao nível inferior do guidance para este ano. No entanto, a empresa reconhece que a situação da Covid-19 pode causar mais atrasos na manutenção programada da planta.
No 1T21, a Vale Base Metals passou por uma ampla revisão de segurança dos processos operacionais, resultando em uma revisão completa dos padrões de manutenção, procedimentos, treinamento e supervisão. Estas medidas adicionais impactaram a disponibilidade de equipamentos de mineração em todas as operações durante o trimestre. A empresa espera que as melhorias das atividades de manutenção se materializem por todo o negócio no 2S21.
O negócio do carvão concluiu suas atividades de manutenção em abril e está progredindo com o comissionamento de equipamentos novos e remodelados. O ramp-up da mina e planta tem conclusão prevista para o 2T21 e a empresa espera atingir um run-rate de produção de 15 Mtpa no 2S21.
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