Cedro Participações obtém aprovação para emissão da Licença Ambiental do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ)

Terminal de minério de ferro, com investimento estimado em R$ 3,6 bilhões, deverá gerar até 3 mil empregos no pico das obras

Por Conexão Mineral 16/10/2026 - 17:51 hs
Foto: Cedro Participações

A Cedro Participações obteve, na terça-feira (13/10), a aprovação da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) para a emissão da Licença Ambiental Integrada (LAI) referente à implantação do Porto do Meio, terminal de minério de ferro que a companhia construirá no Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A decisão representa o marco mais relevante do projeto até aqui. Ao concluir com êxito o licenciamento ambiental – etapa reconhecidamente rigorosa e determinante para empreendimentos portuários e de infraestrutura no país –, a Cedro tem atestada a viabilidade ambiental do terminal e reúne as condições necessárias para avançar às próximas fases do projeto. 

Nesta fase inicial, a licença contempla a movimentação de um volume inferior a 15 milhões de toneladas por ano.

A Cedro venceu, em dezembro de 2024, o leilão federal da área, identificada como ITG02, e firmou contrato de arrendamento pelo prazo de 35 anos, renovável por igual período.

“Este projeto é fruto da nossa visão para os próximos anos nos setores portuário e mineral no Brasil. Temos metas de ampliar a produção de minério, e o terminal é vital para o nosso plano de crescimento até o início da próxima década, ao conferir à Cedro independência para a exportação do minério de ferro”, afirma José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações.

Localizado entre os terminais da Vale e da CSN em Itaguaí – posição que dá origem ao seu nome –, o Porto do Meio ocupará uma área de aproximadamente 250 mil m², incluindo pátio de estocagem e berço de atracação para navios com até 20 metros de profundidade. O terminal será conectado à malha da MRS Logística, que liga o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, ao litoral fluminense, e criará um novo corredor para o escoamento de minério de ferro.

Com duração prevista de três anos, as obras compreenderão serviços civis, dragagem, fornecimento e montagem de equipamentos portuários e montagem eletromecânica. No pico, deverão gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos. Em operação, o terminal empregará 256 pessoas diretamente, com geração estimada de R$1,2bi em tributos municipais.

Dimensionado para a produção da Cedro, o terminal também estará aberto a terceiros. Com isso, mineradoras de médio porte, que hoje dependem de terminais de grandes grupos ou de tradings para exportar por Itaguaí, passam a ter acesso direto ao mercado internacional. Isso significa menos intermediários, contratos de longo prazo e maior previsibilidade, além de custos logísticos competitivos graças à proximidade do Quadrilátero Ferrífero e à conexão ferroviária.