Frente pelo Desenvolvimento da Região da Campanha lamenta suspensão de projeto da Águia Fertilizantes

Por Conexão Mineral 17/09/2026 - 16:12 hs
Foto: Eximgro

A Frente pelo Desenvolvimento da Região da Campanha Gaúcha (FDCRS) divulgou um comunicado lamentando a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que anulou o licenciamento ambiental do Projeto Fosfato Três Estradas. “Entendemos que medidas como esta, tomadas sem a devida ponderação sobre os impactos socioeconômicos regionais, contribuem para perpetuar o atraso histórico da Metade Sul do Estado”, afirma o presidente da entidade, Eraldo Vasconcelos.

De acordo com o executivo, o projeto representava uma oportunidade concreta de geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da infraestrutura local, elementos indispensáveis para reduzir desigualdades e promover o desenvolvimento sustentável da região. “Ao inviabilizar iniciativas produtivas, corre-se o risco de condenar comunidades inteiras à estagnação, reforçando a dependência de atividades de baixa agregação de valor”, explica.

“A Frente reafirma seu compromisso com o equilíbrio entre preservação ambiental e progresso econômico, defendendo que o diálogo com as comunidades seja sempre respeitado, mas que não se perca de vista a urgência de políticas que promovam desenvolvimento, inovação e oportunidades para a população da Metade Sul. O futuro da região não pode ser comprometido por decisões que, embora bem-intencionadas, acabam por reforçar o ciclo de exclusão e atraso”, conclui Vasconcelos.

Primeira jazida de rocha fosfática do RS

O Projeto Fosfato Três Estradas nasceu a partir da descoberta da primeira jazida de rocha fosfática no estado do Rio Grande do Sul, localizada em um distrito do município de Lavras do Sul. Os trabalhos de pesquisa mineral desenvolvidos pela Águia, iniciados em 2011, resultaram na identificação de um depósito mineral com recursos geológicos de mais de 100 milhões de toneladas de minério. A expectativa da empresa era produzir 300 toneladas do insumo por ano, volume que atenderá cerca de 15% da demanda do Rio Grande do Sul.