Quanto uma mineradora pode perder quando uma falha de comunicação reduz a visibilidade sobre caminhões, equipamentos, pessoas e áreas produtivas? Essa foi uma das discussões propostas pela Aldak durante a Exposibram 2026. A empresa, especializada em conectividade e comunicação crítica e presente em 16 das 20 maiores mineradoras do país, levou à feira duas experiências interativas voltadas a mostrar, na prática, como a disponibilidade da comunicação interfere na produtividade, na segurança e na capacidade de resposta das operações minerais.
A participação partiu de um desafio crescente do setor: operações cada vez maiores, distribuídas e conectadas precisam administrar simultaneamente mais equipamentos, sistemas, pessoas e informações. Nesse ambiente, falhas ou zonas de sombra podem reduzir a visibilidade operacional justamente quando decisões precisam ser tomadas em tempo real.
“Na mineração, conectividade está diretamente ligada à capacidade de saber o que está acontecendo na operação e agir rapidamente. Quando essa comunicação apresenta uma falha, o impacto pode chegar ao despacho, ao acompanhamento dos equipamentos, à localização de pessoas e à resposta a situações críticas. A proposta na Exposibram 2026 é tornar esse impacto visível e discutir como as operações podem estar mais preparadas para lidar com essa complexidade”, afirma Fernando Garção, diretor de Operações da Aldak.
Quanto custa uma falha de conectividade?
Uma das ativações foi uma calculadora de perdas operacionais por falta de conectividade. Em um totem instalado no estande, o visitante poderia inserir informações como o tamanho da frota de caminhões, a quantidade de equipamentos de carga e a frequência de falhas, interrupções ou zonas de sombra na comunicação. Com esses dados, a ferramenta fazia uma estimativa do impacto financeiro anual que períodos de indisponibilidade da comunicação podem gerar para a operação.
A experiência mostrava que a perda de conectividade pode ter reflexos em diferentes pontos da mina. Quando o sistema de despacho perde visibilidade, por exemplo, a coordenação de caminhões e equipamentos pode ser prejudicada. O mesmo problema pode atingir atividades como localização de pessoas, rastreamento de ativos, controle produtivo, gestão operacional e resposta a emergências.
Operação em tempo real
O segundo espaço interativo apresentou uma simulação da plataforma NTOPUS, solução utilizada para consolidar informações operacionais e ampliar a visibilidade sobre pessoas, equipamentos e ativos. A demonstração mostrava como dados de localização e telemetria podem ser visualizados em tempo real e utilizados para apoiar decisões operacionais.
Entre as aplicações estão o acompanhamento de pessoas em campo, a localização de equipamentos, a identificação de eventos críticos e o suporte a protocolos de emergência.
“Uma operação mineral reúne diferentes tecnologias e gera uma quantidade crescente de informações. O desafio é transformar esses dados em uma visão que seja útil para quem precisa tomar decisões. Saber onde estão uma pessoa ou um equipamento e identificar rapidamente uma situação fora do padrão pode fazer diferença tanto para a produtividade quanto para a segurança”, acrescenta Garção.
Executivos discutem desafios reais das operações minerais
Paralelamente à programação da feira, a Aldak promoveu um encontro fechado dentro do complexo da Expominas com executivos, gerentes de TI, profissionais de Tecnologia de Automação (TA) e lideranças envolvidas em transformação operacional e conectividade nas mineradoras.
A proposta era criar um ambiente de troca entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes no dia a dia das operações, sem foco em apresentações comerciais. A discussão será organizada em torno de três grandes temas: eficiência operacional, segurança e complexidade das operações minerais. Cases desenvolvidos em operações do setor serviram como ponto de partida para a conversa.
Para a Aldak, eventos como a Exposibram também ajudam a aproximar a discussão tecnológica dos problemas concretos enfrentados pelas mineradoras.
“Quando falamos em comunicação crítica, o ponto central não é a tecnologia isoladamente. É entender qual problema operacional precisa ser resolvido. Na mineração, isso significa discutir como manter uma frente de lavra conectada, como localizar uma pessoa em uma emergência ou como garantir visibilidade sobre uma operação que muda todos os dias. É a partir desses desafios que a tecnologia precisa ser pensada”, conclui Garção.
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