A CSN Mineração atualizou suas estimativas operacionais e financeiras destinadas ao ano de 2026 e agora prevê a extração e aquisição de até 47 milhões de toneladas. Além disso, a companhia estabeleceu uma nova projeção para o custo de produção C1, fixando o patamar esperado entre US$ 22,00 e US$ 23,50 por tonelada.
A mineradora encerrou o exercício de 2025 consolidando o maior volume de produção e vendas de sua história, superando as metas anuais estabelecidas. De acordo com os resultados divulgados pela companhia, o volume de produção e compras de minério de terceiros alcançou 45.521 mil toneladas em 2025, superando o guidance anual em 4,6%.
No quarto trimestre de 2025 (4T25), a companhia registrou um crescimento de 72% no lucro líquido em relação ao trimestre anterior, atingindo aproximadamente R$ 1,2 bilhão. No acumulado do ano de 2025, o lucro líquido totalizou R$ 1.649,2 milhões, o que representa uma queda de 63,6% frente aos R$ 4.528 milhões de 2024, impacto atribuído majoritariamente à variação cambial no período.
O EBITDA Ajustado de 2025 somou R$ 6.448 milhões, com margem de 42,1%. Apenas no 4T25, o EBITDA Ajustado foi de R$ 1.761,3 milhões, refletindo a resiliência dos preços do minério de ferro, que encerrou o trimestre com preço médio de US$ 105,99/dmt no índice IODEX Fe62%.
O volume de vendas em 2025 também estabeleceu um recorde ao superar a marca de 45 milhões de toneladas, registrando exatamente 45.521 mil toneladas comercializadas, um crescimento de 8,4% em relação a 2024. A infraestrutura logística do TECAR viabilizou o embarque de 10.834 mil toneladas apenas no 4T25.
Quanto aos custos, o Custo Caixa C1 anual fechou em US$ 21,5/t, situando-se no piso do guidance projetado de US$ 21,5–23,0/t. No 4T25, o C1 isolado foi de US$ 23,4/t, influenciado pelo aumento da movimentação de estéril na mina.
Investimentos
O plano de investimentos (Capex) da mineradora atingiu R$ 2.365,2 milhões em 2025, um aumento de 31,8% frente ao ano anterior, com foco na execução de projetos estruturantes como a P15. Um destaque estratégico do período foi o aumento da participação na MRS, que demandou um desembolso de R$ 3,3 bilhões. Esse movimento reverteu a posição de caixa líquido da companhia para uma alavancagem de 0,11x a Dívida Líquida/EBITDA.
Projeto P 15
O projeto P15 é um dos principais projetos estruturantes de expansão da CSN Mineração, sendo fundamental para o aumento da eficiência operacional e para a sustentação de novos recordes de produção.
O avanço das obras de infraestrutura da P15 é um dos fatores que permitem à companhia projetar, para o ano de 2026, um volume de produção e compras de minério de terceiros entre 45,0 Mton e 47,0 Mton.
No quarto trimestre de 2025, houve uma aceleração deliberada no Capex (investimento em capital) para impulsionar a execução das obras desse projeto, visando garantir que o cronograma de expansão seja cumprido.
P15 é parte central da "evolução estrutural da operação", que tem viabilizado um crescimento médio anual de 8,4% nos volumes desde o IPO da empresa em 2021.
Os desembolsos realizados para o projeto em 2025 estão alinhados ao objetivo de elevar a eficiência produtiva, o que já se refletiu nos recordes operacionais e de movimentação registrados no encerramento do exercício de 2025.
Dessa forma, o projeto P15 impacta a capacidade futura ao fornecer a infraestrutura necessária para que a mineradora opere em um novo patamar de volume, consolidando sua estratégia de expansão.
ESG e Dividendos
Na agenda de sustentabilidade (ESG), a empresa antecipou em um ano sua meta de diversidade, alcançando 27% de mulheres no efetivo. Além disso, completou o 12º ano consecutivo sem fatalidades e reduziu em 8% as emissões de kgCO2/t de minério em relação a 2020.
No campo dos proventos, a CSN Mineração aprovou em dezembro de 2025 o pagamento de R$ 423,7 milhões entre dividendos intercalares (R$ 259,7 milhões) e Juros sobre Capital Próprio (R$ 164,0 milhões). Adicionalmente, indicou a distribuição de mais R$ 768,6 milhões, totalizando R$ 1,2 bilhão em pagamentos previstos para 2026.
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