Serviço Geológico do Brasil disponibiliza plataforma interativa com amostras da Elevação Rio Grande
Ao longo das pesquisas foram coletadas amostras de rochas e sedimentos atualmente armazenadas na Litoteca de Caeté do SGB, em Minas Gerais
Ao longo das pesquisas foram coletadas amostras de rochas e sedimentos atualmente armazenadas na Litoteca de Caeté do SGB, em Minas Gerais
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) disponibilizou uma plataforma interativa (dashboard) com inventário das amostras de rochas e sedimentos coletados na Elevação do Rio Grande. O dashboard reúne dados geológicos, obtidos em expedições científicas realizadas nos últimos 16 anos em uma área considerada estratégica para o país.
A Elevação do Rio Grande (ERG), reivindicada pelo Brasil para ser incorporada à Plataforma Continental Jurídica Brasileira (PCJB), é formada por um conjunto de platôs, montes submarinos e áreas elevadas que se destacam do assoalho oceânico profundo. É rica em minerais e biodiversidade e está localizada no Atlântico Sul, entre 1.200 e 1.500 km da costa brasileira, próxima das bacias sedimentares de Santos e Pelotas. Do ponto de vista geológico, estudos científicos indicam que partes da Elevação do Rio Grande estiveram emersas no passado, formando uma ilha ou arquipélago.
Desde 2009, o SGB realiza expedições científicas na Elevação do Rio Grande (ERG), por meio do Projeto Elevação do Rio Grande (PROERG), com o objetivo de estudar aspectos geológicos, geofísicos, oceanográficos e biológicos. As principais plataformas marítimas usadas pelo SGB foram os navios de pesquisas Vital de Oliveira da Marinha do Brasil, Marion Dusfrene e Fugro Gauss. As pesquisas contribuíram para ampliar o conhecimento desta área, e gerar dezenas de produtos científicos, como mapas, artigos e relatórios.
Ao longo das pesquisas foram coletadas amostras de rochas e sedimentos atualmente armazenadas na Litoteca de Caeté do SGB, em Minas Gerais. Recentemente, as amostras foram organizadas e documentadas em uma plataforma digital (dashboard) para facilitar o acesso aos dados e fortalecer as pesquisas científicas. O PROERG também resultou em outros produtos técnicos: relatório operacional e nota explicativa sobre o dashboard.
“O conhecimento produzido é um patrimônio inestimável para a ciência do país e para a soberania nacional. Em termos objetivos, foram coletadas 14 toneladas de amostras, identificadas dezenas de amostras com teores importantes de óxido de fósforo (P2O5), níquel (Ni) e Cobalto (Co), além de dezenas de espécies bentônicas e nectônicas identificadas e catalogadas”, explica o pesquisador Edgar Iza, coordenador executivo da Divisão de Geologia Marinha do SGB.
Como forma complementar aos dados geológicos disponibilizados, serão publicados, em 2026, dados biológicos, oceanográficos e geofísicos coletados nas pesquisas ao longo dos últimos anos. O objetivo é ampliar a transparência dos dados e incentivar estudos sobre circulação oceânica, habitats e biodiversidade em águas profundas.
Os dados serão fundamentais para estudar o substrato marinho, elaborar mapas de habitats, compreender a evolução geotectônica e apoiar estudos relacionados a recursos minerais, incluindo hidrocarbonetos.
“O SGB considera a ERG como estratégica. Um dos motivos é a presença de rochas continentais e evidências geofísicas que indicam um contexto de microcontinente, consequentemente associado à Plataforma Continental Jurídica Brasileira e não ao assoalho oceânico e à Área Internacional”, reforça o chefe da Divisão de Geologia Marinha, Valter Sobrinho.
O pesquisador complementa que a ERG também tem “presença marcante de feições de escape de gás que, aliadas aos dados geológicos e geofísicos, corroboram o primeiro ponto; presença de recursos minerais como as crostas cobaltíferas e recursos energéticos e biodiversidade rica e desconhecida com provável presença de espécies endêmicas”.
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