Metso Outotec investe na ampliação de capacidade de fabricação de sistemas de peneiramento

Empresa atenderá à demanda do mercado por produtos de grande porte e com menor prazo de entrega

Por Conexão Mineral 19/04/2023 - 21:51 hs
Foto: Metso Outotec
Metso Outotec investe na ampliação de capacidade de fabricação de sistemas de peneiramento
Marcelo Motti e Eduardo Nilo no complexo industrial da Metso Outotec em Sorocaba (SP)

A Metso Outotec anunciou a ampliação de capacidade de fabricação de grandes equipamentos de peneiramento em seu complexo industrial de Sorocaba (SP), que passará de 250 para 500 unidades por ano, abrangendo, entre outros equipamentos, as peneiras de alto desempenho Ultra Fine Series™ e BSE Series™, ambas com o selo de sustentabilidade Planet Positive. A unidade em Sorocaba é um dos maiores polos de manufatura e serviços da Metso Outotec no mundo, atendendo a clientes de mineração e agregados e empregando aproximadamente 1.700 pessoas

A empresa está investindo também em novos recursos de fabricação de componentes para telas de peneiramento. O valor do investimento é de aproximadamente três milhões de euros, sendo que a unidade de fabricação deve estar totalmente operacional até o final de 2023. A Metso Outotec também investiu em uma nova prensa de injeção para painéis de peneiramento fabricados em borracha. Nesse caso, o aumento de capacidade será de 50%. A fábrica de equipamentos de peneiramento e a nova unidade fabril empregarão cerca de 35 pessoas.

Além disso, a nova instalação de peneiramento permitirá que a Metso Outotec atenda e recondicione grandes equipamentos com as tecnologias HPGR e HCR, de forma a atender as crescentes necessidades dos clientes de mineração para manutenção de equipamentos pesados.

“O negócio de peneiramento é uma das áreas de crescimento da Metso Outotec. Esses investimentos ajudarão Sorocaba a se tornar um centro de excelência em produtos de peneiramento e fortalecerão nossa posição na América do Sul para oferecer soluções de peneiramento sustentáveis e de alta qualidade para clientes, com prazos de entrega competitivos e de maneira segura, com eficiência energética”, afirma Eduardo Nilo, Presidente da Metso Outotec para a América do Sul, que esteve presente no evento realizado no último dia 13 para celebrar os investimentos no complexo. A cerimônia reuniu os principais executivos da empresa: Pekka Vauramo, CEO; Eeva Sipilä, CFO; Marcelo Motti, VP de Vendas e Serviços para Brasil; Eduardo Freire, vice-presidente da área de Produtos de Peneiramento para as Américas; Macarena Vallejo, Marketing and Communications Director South America; além de Johanna Karanko, embaixadora da Finlândia; Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba; e dos seus principais clientes.


Aumento da demanda por equipamentos de grande porte

“Fortalecer a capacidade de fabricação de ponta a ponta em Sorocaba nos permitirá atender melhor nossos clientes sul-americanos e a gerenciar o ciclo de vida completo do produto”, diz Eduardo Freire. Segundo ele, o processo integral abrange fabricação de equipamentos, reparos e serviços de manutenção, produção de sistemas de peneiramento e conhecimento de engenharia de produto de peneiramento. 

Atualmente, 46% do negócio global de vibratórios da empresa ocorre nas Américas e dentro desse total, América do Sul representa 60% e América do Norte 40%. Além da expansão em Sorocaba, a Metso Outotec acaba de inaugurar uma fábrica no México para telas de aço, poliuretano e borracha. Em Sorocaba está localizada a área de engenharia e o centro técnico de telas e conta com 18 engenheiros para o desenvolvimento de produtos.

Eduardo Freire explica que o investimento em Sorocaba ocorreu para atender a uma demanda do mercado por equipamentos de maior porte. Se no passado a empresa montava máquinas de 14 t com largura de 2,4 m de largura e utilizando principalmente telas de aço e capacidade de processamento de 800 t/h. Já os conjuntos atuais pesam 110 t e têm 4,2 m de largura, 14 m de comprimento, telas de poliuretano e borracha, excitadores posicionados em cima para facilitar a manutenção e capacidade de processamento de 3.500 t/h. E no mercado do Canadá já se discute as plantas com peneiras de 5,5 m de largura. 

”Antigamente as plantas novas eram dimensionadas com peneiras vibratórias de 8’x20’ porque os equipamentos maiores davam muitos problemas de ressonância. Mas hoje com elementos finitos conseguimos prever qualquer ressonância, temos acelerômetro para testes e produzimos tranquilamente equipamentos de 14’x28’, prevendo no projeto toda a parte de ressonância. E hoje conseguimos fazer peneira com aceleração 6G de forma segura, com todos os testes”, diz Ricardo Ogawa, responsável pelo suporte técnico de peneiramento e gerente de produto para América do Sul.

Em 2021 a Metso Outotec produziu 210 equipamentos pesavam 1.815 t, enquanto em 2022 as 267 unidades já totalizaram 3.297 t de aço. Para 2023 a expectativa é de produzir 300 unidades, mas a capacidade chega a 500. Essa mudança de peso de equipamento fez com que se precisasse de mais capacidade de içamento também. Para permitir essa operação, o prédio novo onde as máquinas estão agora possui estrutura reforçada, com fundação executada com 30m de concreto. A área de montagem e testes aumentou de 1.800 para 3.500 m2 e a capacidade de içamento é de 120 t. 

O segundo investimento é na área de fabricação de componentes. No passado, entre 2007/2008 a empresa os produzia no complexo, porém uma mudança de estratégia levou ao outsourcing da fabricação, permitindo a redução de custos em algumas linhas. Mas Eduardo Freire explica que na linha de equipamentos vibratórios a ausência de controle de supply chain é difícil atender os prazos de entrega. Com o investimento atual, a empresa prevê 14 semanas para fabricação dos equipamentos de grande porte para mineração e de 7 a 8 semanas para as peneiras para agregados. Atualmente, por problemas de supply chain, só a chapa lateral demora 12 semanas. A produção interna das peças a partir de janeiro de 2024 também diminuirá a movimentação de caminhões, melhorando as questões ambientais. Mas os fornecedores atuais não deixarão de trabalhar para a empresa, porque a demanda ainda é maior do que a capacidade interna.  

Planet Positive

A Metso Outotec tem investido muito nos Planet Positive Product, ambientalmente mais inteligentes e focados em redução de consumo de energia e água. Um deles é a linha de peneira banana BSE Series™ com aceleração 6G e movimento elíptico com excitador posicionado em cima. Com isso eliminou a água no processo de peneiramento. Não há nenhum consumo na operação, aumentando a segurança para a mineradora. Esse foi um produto desenvolvido para o Brasil mas que começa a ser levado para outros mercados como o Chile. 

Ela pode ser fabricada com 1,8 m até 4,2 m de largura e é totalmente monitorada e pelo telefone acompanha toda a operação. O movimento elíptico junto com a aceleração 6G permite aumentar de 15% a 30% a produtividade de acordo com a umidade do material. É uma patente da Metso Outotec, no Brasil, Estados Unidos e União Europeia e que já está em operação desde o início de 2018 em uma grande mineradora. ”Em janeiro desse ano entregamos um projeto e fornecemos 42 máquinas desse tipo para a expansão de um grande cliente nosso na região Norte do país”, diz Eduardo Freire.

”O movimento elíptico, aliado à aceleração 6G e com uso da tela de borracha, que é mais flexível, permitem o peneiramento a seco de material com umidade natural. Com isso vários projetos são viabilizados por não necessitarem mais da construção de uma barragem”, ressalta Ricardo Ogawa.

”Temos laboratório e o cliente pode nos enviar o material para realizarmos os testes de peneiramento e definir os equipamentos corretos”, explica Eduardo Freire.  

Carbon Free

O evento em Sorocaba foi carbon free, ou seja, a Metso Outotec neutralizou a emissão do carbono do evento, marcando o início de uma estratégia sul-americana de sustentabilidade da área de marketing. Macarena Vallejo, diretora de Marketing e Comunicação para América do Sul, destacou a importância das diversas iniciativas com esse foco, que vão desde a reciclagem dos uniformes dos funcionários até a dos revestimentos de moinhos, que acontece no Chile e será realizada também no Brasil e Peru. Ela explica que a empresa está estimulando que os funcionários apresentem também sugestões para o desenvolvimento de iniciativas com foco na sustentabilidade e as boas práticas acabam sendo replicadas nas unidades dos outros países.