Nexa obtém Licença de Construção para o Projeto Aripuanã
Investimento é estimado em US$ 392 milhões e obra deve gerar 1.600 empregos
O governo de Mato Grosso concedeu a Licença de Instalação (LI) ao Projeto Aripuanã, uma mina situada a cerca de 1.000 km de Cuiabá e que vai produzir concentrados de zinco, cobre e chumbo, gerando 1.600 empregos na etapa de construção e mais 750 vagas quando entrar em operação.
A Nexa Resources investirá cerca de US$ 392 milhões na implantação da mina, que tem vida útil estimada de no mínimo 13 anos. A produção média anual prevista é de 66,7 mil toneladas de zinco, 23 mil toneladas de chumbo e 3,7 mil toneladas de cobre.
"O Projeto Aripuanã contribui para o desenvolvimento da indústria mineral no Mato Grosso e fortalece a posição da Nexa Resources como uma das cinco maiores produtoras mundiais de zinco, liderando a produção do minério na América Latina. Nossa expectativa é que em 2021 possamos iniciar as operações”, afirma Tito Martins, CEO da Nexa.
Mina subterrânea
A Licença de Instalação autoriza o início das obras de terraplanagem e construção civil, montagem metalomecânica, abertura da mina subterrânea, que será subterrânea, pilha de material estéril, depósito de rejeitos e adutora de captação de água.
“Buscamos incorporar ao Projeto Aripuanã o que há de mais moderno em tecnologia e excelência operacional", destacou o vice-presidente de Desenvolvimento e Execução de Projetos da Nexa, Valdecir Botassini. Como exemplos, ele descreveu que a opção por uma mina subterrânea vai reduzir a área desmatada e que o projeto tem como meta reutilizar 100% da água, além do depósito de rejeitos dispensar o uso de barragens, pois está planejada uma pilha a seco.
"Todo o projeto é marcado por decisões ambientalmente vantajosas e mais seguras. Sabemos do orgulho da população de Aripuanã pelas belezas naturais da região. Respeitamos muito isto", destaca Botassini.
Qualificação profissional
Em janeiro será iniciado o 1º Ciclo de Desenvolvimento Profissional em Aripuanã, uma das várias iniciativas da mineradora para capacitar a mão-de-obra local.
“Mato Grosso tem muito a ganhar com esse empreendimento, especialmente os 150 mil habitantes da região Noroeste. A geração de centenas de postos de trabalho, a qualificação dos profissionais que ocuparão esses postos, toda a movimentação no comércio local que o empreendimento vai gerar são motores para o desenvolvimento da região. Tudo isso sem descuidar do necessário compromisso com a sustentabilidade, monitorando constantemente os aspectos sociais e ambientais: esse é o processo de industrialização que a Fiemt defende, pois somente o fortalecimento do setor industrial será capaz de impulsionar a geração de riquezas para Mato Grosso”, considera o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Gustavo de Oliveira.























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