Hydro reinicia operação da refinaria Alunorte

Capacidade produtiva chegará a 50% em até duas semanas

Por Conexão Mineral 09/10/2018 - 07:34 hs
Foto: Hydro Alunorte
Hydro reinicia operação da refinaria Alunorte
Autorização para uso do filtro prensa permitiu retomada das atividades na mina e Alunorte,
A Hydro anunciou que a refinaria de alumina Alunorte fez um acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) para  a retomada da produção com 50% da sua capacidade. A atividade será supervisionada pela Semas e está seguindo a orientação dada por meio de autorização excepcional do Ibama, emitida em 05 de outubro, que permite a utilização do filtro prensa para processamento de resíduos de bauxita. A expectativa é que a produção da Alunorte consiga gradativamente chegar a 50% em até duas semanas.
Além de a Alunorte retomar as operações com metade da sua capacidade, a decisão permitirá que a mina de bauxita de Paragominas reinicie as entregas para a Alunorte com capacidade de 50%. A fábrica de alumínio Albras, uma joint venture da Hydro, situada ao lado da Alunorte e totalmente dependente do fornecimento de alumina da refinaria, poderá continuar produzindo 230 mil toneladas por ano, metade de sua capacidade anual de 460 mil toneladas.
“Com a documentação consistente, comprovando a integridade do nosso sistema de descarte de resíduos de bauxita, quando baseado no uso de nosso filtro prensa, e em alinhamento com a Semas, estamos agora em condições de retomar com segurança 50% das operações da Alunorte”, disse John Thuestad, vice-presidente executivo da área de Bauxita e Alumina da Hydro. “Este é um desdobramento muito bem-vindo para garantir milhares de empregos no Pará, bem como assegurar o fornecimento para nossos clientes e mercados globais”, acrescentou.
A Alunorte opera com metade da capacidade desde março, depois que as autoridades estaduais de meio ambiente e a Justiça determinaram que a refinaria de alumina reduzisse a produção em 50%. Autoridades ambientais federais determinaram que fossem interrompidas as atividades de comissionamento da nova área de depósito de resíduos de bauxita, o DRS2 e do novo filtro prensa, enquanto que a Justiça também ordenou a interrupção do comissionamento do DRS2.
Em consequência, a Alunorte se limitou a depositar os resíduos de bauxita na antiga área de depósito DRS1 usando filtros tambor, que são menos eficientes. Na semana passada, especialistas geotécnicos externos recomendaram que o uso do DRS1, com base no processamento pelo filtro tambor, fosse descontinuado.
O DRS1 já está sendo remodelado como um primeiro passo para que a área seja fechada e reabilitada. Com o uso do resíduo oriundo do filtro prensa nessa remodelação, a Alunorte terá capacidade para continuar armazenando, de forma segura, resíduos de bauxita no DRS1 enquanto aguarda a permissão para usar o DRS2. O novo filtro prensa gera resíduos empilháveis com consideravelmente menos conteúdo de água do que o filtro tambor.

Leia também: