dss+ levou para a Exposibram o debate sobre descarbonização da mineração

Por Conexão Mineral 01/09/2026 - 18:16 hs
Foto: dss+

A dss+, consultoria global especializada em gestão de operações para indústrias de diversos setores, participou da Exposibram 2026 reforçando um dos temas mais relevantes para o futuro do setor: a descarbonização da mineração. 

Estudo da Globaldata “Total GHG Emissions of Major Metals and Mining Companies Worldwide by Revenue in 2021” aponta que a mineração responde por 4% a 7% das emissões globais diretas de gases de efeito estufa, percentual que pode chegar a 28% quando consideradas emissões de escopo 3, que são as emissões indiretas que ocorrem em toda a cadeia de valor da indústria. Na avaliação da consultoria, acelerar essa agenda exige uma combinação de liderança, governança, tecnologia, disciplina operacional e colaboração entre empresas, governos, investidores e fornecedores. 

Entre as oportunidades apontadas pela dss+ estão a adoção de preço interno de carbono – integrando o custo de carbono nas decisões de investimentos e operação –, o aprimoramento da coleta e do monitoramento de dados, o aumento da eficiência energética e operacional, a eletrificação de frotas, o aumento do uso de energia renovável e a criação de incentivos que ajudem a transformar metas climáticas em resultados mensuráveis.

“A mineração tem papel central na transição energética, e isso implica não somente na responsabilidade do setor em avançar de forma mais rápida e consistente na redução de emissões, mas também em fazê-lo de forma que fortaleça a competitividade, aumente a resiliência das operações e garanta o suprimento dos minerais necessários para a transição energética”, afirma Matthew Govier, diretor de Sustentabilidade Américas na dss+.

Durante a Exposibram, o diretor da dss+ participou de um painel dedicado ao tema. A contribuição da consultoria ao debate se baseou em estudos e expertise junto a empresas do setor, incluindo a identificação de barreiras para a descarbonização, como altos custos iniciais, estruturas organizacionais em silos, dificuldade de mensuração de emissões, lacunas de qualificação, limitação de dados em tempo real e necessidade de maior integração entre estratégia corporativa e execução operacional.

O tema ganha relevância diante do duplo desafio enfrentado pelo setor: ampliar a oferta dos minerais necessários para a transição energética e, ao mesmo tempo, reduzir suas próprias emissões.