A Vale divulgou em 12 de fevereiro o balanço referente ao ano de 2025 e ao quarto trimestre de 2025 (4T25), com destaque para o atingimento das projeções (guidances) anuais de produção e custos. No ano em que retomou o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo, com 336 milhões de toneladas produzidas, a Vale registrou alta de 3% no EBITDA Proforma (de US$ 15,4 bilhões em 2024 para US$ 15,9 bilhões em 2025), que exclui itens não-recorrentes, e de 17% no 4T25 (de US$ 4,1 bilhões no 4T24 para US$ 4,8 bilhões no 4T25). Os números comprovam o bom momento operacional da empresa e o momento favorável de mercado dos principais produtos da companhia.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou o desempenho da empresa: “Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances enquanto avançou em prioridades estratégicas que reforçam nossa ambição de longo prazo. A companhia fortaleceu seu compromisso com a segurança, com reduções significativas em incidentes de alto potencial, além de alcançar um marco importante em nossa jornada de segurança, sem nenhuma barragem em nível 3 de emergência. Em nossas operações, atingimos os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregamos crescimento de dois dígitos na produção de níquel. Esse forte desempenho operacional foi suportado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo bem-sucedido ramp-up de projetos-chave de crescimento, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma”.
O custo caixa C1 de minério de ferro, da mina ao cliente e excluindo compras de terceiros, ficou em US$ 21,3/t no acumulado de 2025, em linha com o guidance e US$ 0,5/t menor do que em 2024. Foi o segundo ano consecutivo de redução. No 4T25, o C1 também ficou em US$ 21,3/t, 13% maior que no 4T24 devido principalmente à variação cambial.
Na Vale Metais Básicos, o custo all-in em 2025 foi de US$ ~600/t no cobre e US$ ~12.200/t no níquel, abaixo das projeções de US$ ~1.000/t e US$ ~13.000/t, respectivamente. Também houve redução nos custos dos dois produtos pelo segundo ano seguido. No 4T25, o custo all-in de cobre foi negativo (US$ ~-900/t), com queda de US$ ~2.000/t em relação ao 4T24. No níquel, o custo all-in foi de US$ ~9.000/t, queda de 35% na comparação ano contra ano. O ótimo desempenho de custos em metais de transição energética foi resultado da maior produção e preço dos subprodutos, como o ouro, além das medidas de eficiência em implementação.
No 4T25, o preço médio realizado dos finos de minério de ferro aumentou 1% em relação ao trimestre anterior e 3% em relação ao ano anterior, para US$ 95,4/t, enquanto os preços realizados do cobre subiram 12% em relação ao trimestre anterior e 20% em relação ao ano anterior, para US$ 11.003/t, refletindo preços de referência mais altos.
Os bons preços de referência do minério de ferro e do cobre foram potencializados por vendas robustas no 4T25 e ao longo do ano de 2025. As vendas no 4T25 de minério de ferro, cobre e níquel aumentaram 5% (+4 Mt), 8% (+8 kt) e 5% (+3 kt) em relação ao ano anterior, respectivamente.
O lucro líquido proforma, que exclui itens não-recorrentes, subiu 5% em reais em 2025, para R$ 43,5 bilhões contra R$ 41,4 bilhões em 2024. No 4T25, o indicador atingiu R$ 7,9 bilhões, alta em reais de 62% ano/ano, impulsionado pelo aumento do EBITDA e do impacto da avaliação a valor de mercado dos swaps nos resultados do 4T24, refletindo a depreciação de 14% do real no final do trimestre. Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 449 milhões na provisão da Rio de Janeiro, 12 de fevereiro, 2026 Desempenho da Vale no 4T25 e 2025 – 2 – Samarco, refletindo atualizações relacionadas à ação no Reino Unido, bem como pela ausência de um ganho de US$ 626 milhões reconhecido no 4T24 pela aquisição de participação acionária no Minas-Rio.
Já o lucro líquido atribuível aos acionistas da Vale em 2025 totalizou R$ 13,8 bilhões (US$ 2,4 bilhões), contra R$ 31,6 bilhões (US$ 6,2 bilhões) em 2024, por conta de efeitos contábeis, que não refletem o desempenho operacional da empresa. No 4T25, houve prejuízo de R$ 21,0 bilhões (US$ 3,8 bilhões), contra um prejuízo de R$ 4,7 bilhões (US$ 700 milhões) no 4T24, sob influência dos fatores já mencionados, além da baixa contábil de R$ 15,5 bilhões dos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, provocada por uma revisão para baixo das previsões de preços de longo prazo do produto; e de uma redução de R$ 15,5 bilhões decorrente da baixa de imposto diferido de subsidiárias.
Os investimentos em capital totalizaram US$ 2,0 bilhões no trimestre, em linha com a projeção de Capex de US$ 5,5 bilhões para o ano. O fluxo de caixa livre recorrente em 2025 totalizou US$ 4,8 bilhões, 26% a mais em relação ao ano anterior, impulsionado por um EBITDA Proforma mais forte e despesas financeiras líquidas mais baixas.
Já a dívida líquida expandida, que inclui provisões relacionadas a Brumadinho e Mariana, atingiu US$ 15,6 bilhões no final do trimestre, 5% a menos em relação ao trimestre anterior, como resultado da posição de caixa mais forte e de ajustes nas provisões relacionadas à Samarco. A sólida geração de caixa aproximou a dívida líquida expandida do centro da meta, que é de US$ 10 a 20 bilhões.
Em janeiro, a Vale pagou US$ 1 bilhão de remuneração extraordinária e serão pagos mais US$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre o capital próprio em março, refletindo a política de dividendos.
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