Vale otimiza britagem no S11D com tecnologia modular da Metso
Três estações foram projetadas, fabricadas e entregues em noves meses, com a missão de otimizar a operação da chamada quinta britagem no site S11D da Vale, no Pará
Três estações foram projetadas, fabricadas e entregues em noves meses, com a missão de otimizar a operação da chamada quinta britagem no site S11D da Vale, no Pará
No maior complexo minerador do Brasil, o S11D, a Vale enfrentava um gargalo crítico na chamada quinta britagem, etapa estratégica que alimenta as fases seguintes do processamento. A operação, composta por três frentes de britagem primária, sofria com paradas não programadas nas correias transportadoras, que somam mais de 12 km de extensão.
O problema estava na granulometria: era necessário reduzir o top size de 450 mm para 150 mm. Essa adequação evitaria rasgos nas correias e daria maior flexibilidade para realizar blends diferenciados na produção de minério de ferro. Além disso, a solução precisava respeitar uma restrição de layout e ser implementada durante a parada anual programada, com prazo máximo de 90 dias para ativação.
“Procuramos projetos cada vez mais seguros, rápidos de serem implantados e eficientes. Esse projeto tem tudo a ver com isso: conseguimos montar cerca de 1.200 toneladas de estruturas em apenas 94 dias, uma instalação rápida, eficiente e que agregou valor à operação”, afirma Anderson Gomes, gerente geral de implementação da Vale.
A solução
Para atender a esses requisitos, a Vale escolheu a tecnologia Fit Station da Metso — uma solução modular e pronta para instalação, que reduz riscos, tempo de implantação e garante qualidade.
Foram projetadas e entregues três novas estações de britagem modulares, criando uma etapa intermediária entre a britagem primária e secundária existentes. Todo o processo — projeto, compras, fabricação e entrega — foi concluído em nove meses, contra os 14 meses normalmente exigidos por abordagens tradicionais.
“O conceito de modularização é algo que buscamos dentro da Vale. Ele reduz a exposição de pessoas a riscos, diminui o tempo de implantação e traz mais qualidade e eficiência para a operação”, completa Anderson.
Segundo Luiz Arantes, gerente de engenharia da Vale, três fatores foram decisivos:
1. Projeto pronto, que facilitou o planejamento.
2. Modularização, que reduziu drasticamente o prazo de montagem.
3. Segurança, com solução validada pela Metso.
“Fit Station é uma tecnologia nova, com sistema de chavetas e skids, tudo modularizado e implementado em tempo extremamente curto”, reforça Roberto Nascimento, engenheiro master de projetos Capital da Vale.
A configuração incluiu britadores GP500, peneiras e correias transportadoras, totalizando 1,2 mil toneladas. Duas estações foram instaladas sobrepostas, aproveitando o espaço restrito da planta. A montagem utilizou bases skid, eliminando fundações civis tradicionais e permitindo cumprir o prazo de 94 dias, incluindo as etapas de comissionamento e start-up.
Os resultados
Com a ativação das Fit Stations, a Vale alcançou o objetivo: redução do top size de 450 mm para 150 mm, garantindo maior confiabilidade no circuito posterior e flexibilidade para blends.
“O britador tem entregado uma boa performance. Hoje é visível que o material está com granulometria muito menor”, destaca Luis Otavio, engenheiro de Operação da Vale.
Um dos grandes desafios foi mostrar que a solução 100% Metso, alinhada a padrões nacionais e internacionais, atende plenamente às demandas da Vale.
“Convencer a Vale do modelo Fit Station foi um desafio, mas a modularidade e o conceito de fundação permitiram a entrega no prazo recorde e atenderam à janela de montagem”, afirma Gabriel Oliveira, Gerente de Projetos da Metso.
Fit Station e a Mineração do Futuro
A Fit Station é uma solução modular desenvolvida pela Metso para acelerar projetos de britagem com segurança, eficiência e menor impacto ambiental. Por utilizar bases skid e componentes padronizados, ela reduz a necessidade de obras civis, diminui movimentações de solo e gera menos resíduos, alinhando-se às práticas de sustentabilidade.
Além disso, a modularização contribui para menor exposição de pessoas a riscos, menos deslocamentos e maior previsibilidade na execução, fatores que reforçam o compromisso com a Mineração do Futuro — voltada para inovação, segurança e redução do impacto ambiental nas operações.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Votorantim Cimentos avança em seu programa de investimentos de R$ 5 bilhões entre 2024 e...
BNDES aprova R$ 715,9 milhões para modernizar a produção de alumínio da CBA
St George adquire área para a planta de processamento de nióbio e terras raras do Projet...
Vale Base Metals anuncia consórcio e investimento de até US$ 200 milhões na mina de Tho...
Conexão Mineral - Notícia mais lida na Conexão Mineral em Janeiro de 2026
Women in Mining Brasil - Elas movimentam a mineração