Cedro Mineração adicionará 2 milhões t à sua produção, que será toda de pellet feed
Projeto para o aumento da capacidade produtiva em Mariana integra os planos da Cedro para atingir 20 milhões de toneladas até 2030
A Cedro Participações, holding brasileira com atuação diversificada em mineração, agronegócio, logística, real estate e saúde, vai ampliar a capacidade produtiva de sua mina em Mariana, em Minas Gerais, com o objetivo de atingir 5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro em processo a úmido.
O projeto de expansão, que já está sendo implementado pela Cedro Mineração, ampliará de forma gradual o volume de extração e o fomento direto da economia local. Atualmente, a mina de Mariana produz cerca de 3 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Com os investimentos em infraestrutura e equipamentos, serão adicionados mais 2 milhões toneladas e toda a produção passará a ser de minério premium, conhecido como pellet feed.
Esta é uma matéria-prima com alto teor de qualidade e baixos níveis de impurezas, que diminuem em até 50% as emissões de carbono na atmosfera da indústria siderúrgica, hoje considerada uma das principais responsáveis pelo aquecimento global. Essa solução soma-se as outras práticas inovadoras como a filtragem e empilhamento a seco, tecnologia que a Cedro Mineração já vem utilizado para eliminar completamente o risco das barragens de rejeito, e o reaproveitamento de 85% da água utilizada em seus processos.
O início da produção do pellet feed faz parte das metas sustentáveis da holding, alinhando soluções tecnológicas de ponta; logística verde, que reduz o impacto ambiental; e o compromisso ativo com o social. Além disso, a companhia já trabalha para migrar sua produção de sinter feed e impulsionar a produção do pellet feed de redução direta (PFRD), que ainda é pequena no mercado brasileiro, com cerca de 8% de market share.
Pela economia no transporte, maior potencial de venda no mercado internacional, qualidade excepcional e uma alternativa promissora para a descarbonização, há hoje uma alta demanda mundial pelo pellet feed de redução direta, fazendo dele o futuro da mineração. Neste cenário, a Cedro tem a sustentabilidade como eixo-central de sua estratégia e, até o fim da década, quer ter 100% da sua produção em PFRD, se posicionando como uma das grandes mineradoras na produção deste “minério verde”, e sendo um dos principais players no atendimento das demandas de países da Europa e do Oriente Médio.
A expansão da mina também abrange o arrendamento, por parte da Cedro, de uma jazida da Vale que teve o direito de exploração minerário autorizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), no último mês de setembro. Com R$ 4 bilhões em investimentos, o projeto permitirá o aproveitamento máximo da jazida e possibilitará mais incrementos de tributos e maior oferta de ROM pela Cedro Mineração.
Membro do Conselho de Administração da Cedro Mineração, José Carlos Martins reitera o compromisso da companhia com a comunidade de Mariana, desde o início das operações no município, em 2022. Com a ampliação da capacidade produtiva da mina, ele projeta a geração de cerca de 300 vagas de emprego diretas e outras mil indiretas na cidade, movimentando setores como serviços, comércio e transporte.
“Vamos combinar a ampliação da nossa capacidade, com a geração de mais empregos em Mariana e a adoção de tecnologias mais modernas em um só projeto. A Cedro vai promover um marco para a mineração regional e nacional, reforçando o papel estratégico do setor mineral no desenvolvimento econômico do Brasil”, ressalta Martins.
O projeto para o aumento da capacidade produtiva em Mariana integra os planos da Cedro para atingir 9 milhões de toneladas até 2028, volume que deverá subir para 20 milhões até 2030, o que irá transformar a empresa na quinta maior mineradora de ferro do Brasil.
Além dessa ampliação, o planejamento da holding também inclui a construção do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ), que irá redefinir o escoamento do minério de ferro brasileiro. Resultado de um investimento de R$ 3,6 bilhões, esse ativo vai permitir escoamento de até 25 milhões de toneladas de minério por ano, conectando as minas de Minas Gerais à estrutura portuária do país e dando novo fôlego às exportações. Um dos grandes diferenciais está na verticalização do negócio, que possibilitará a Cedro se tornar a primeira mineradora de ferro 100% nacional e de capital fechado a controlar todas as etapas da cadeia, da extração ao embarque.
Um novo padrão de produção
Reforçando toda a experiência em grandes projetos da Cedro, um dos pontos estratégicos para a eficiência do processo produtivo desta expansão é a construção de um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD), uma correia transportadora, que terá 19 km, para ligar a mina com o terminal, dispensando o uso de caminhões no transporte do minério de ferro. De acordo com as estimativas da companhia, a execução da obra de criação da correia deve levar aproximadamente 24 meses para ser concluída.
“Queremos apresentar esse projeto como um modelo para outras operações. Nossa equipe de engenharia está coordenando uma série de estudos que avaliam a viabilidade de replicar a experiência em novos projetos a serem desenvolvidos. Queremos consolidar um novo padrão de produção no setor”, conclui Martins.























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