Fórum de Entidades do Setor Mineral discute cenários nacional e internacional da mineração
Evento aconteceu durante a Exposibram 2025, em Salvador
O Fórum de Entidades do Setor Mineral, conduzido pelo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, abriu os trabalhos da EXPOSIBRAM 2025 na tarde da segunda-feira (27/10), no Centro de Convenções Salvador. Jungmann deu as boas-vindas aos participantes, salientando que o mundo mudou desde a última edição do Fórum, há um ano atrás, com a ascensão do tema da mineração no debate público. “Quando as sete nações mais ricas do mundo concluíram a reunião do G7 em junho, em Toronto, no Canadá, com uma declaração sobre um programa de ação para assegurar suprimento de minerais críticos e estratégicos, isso coloca o setor no topo da geopolítica mundial”, destacou. Jungmann deu seguimento à sua fala com um panorama atual sobre os cenários nacional e internacional da mineração e enfatizou questões geopolíticas, comerciais e o caráter estratégico do setor na promoção da sustentabilidade.
Fernando Azevedo e Silva, vice-presidente do IBRAM, destacou o papel dos parlamentares nas relações do setor com o governo e destacou o Projeto de Lei 2780/2024, que cria a política para fomentar a pesquisa, lavra e transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável. O projeto de lei foi concebido segundo uma proposta do IBRAM em parceria com o Centro de Tecnologia de Mineração (CETEM) e tem relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Jardim, inclusive, participou do Fórum de Entidades.
A competitividade da indústria brasileira no cenário atual, oportunidades e desafios da política de mineração, a posição do Brasil como player global em minerais críticos e estratégicos e a situação da Agência Nacional de Mineração (ANM) foram alguns dos temas tratados no Fórum. Após a exposição dos participantes, os presentes debateram ideias e iniciativas para o avanço do setor.
O evento teve a presença de representantes de importantes entidades como Frente Parlamentar de Mineração, Associação Brasileira de Carbono Sustentável (ABCS), Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (ANEPAC), Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (ABIROCHAS), Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Centro de Tecnologia de Mineração (CETEM) e Sindicato das Indústrias Extrativistas do Estado de Goiás.
Situação da ANM
A crise de falta de recursos orçamentários da ANM foi amplamente discutida pelos participantes, que se comprometeram a se unir e articular junto ao Governo Federal um plano de ação, a fim de fortalecer as operações da agência. Fernando Azevedo, vice-presidente do IBRAM, reforçou a fala dizendo que, além da ANM, o grupo de representantes empresariais pretende também discutir propostas com o governo para o reforço das condições de trabalho do Serviço Geológico do Brasil e do Centro de Tecnologia Mineral. Para isso, o grupo pretende se reunir em novembro próximo, em Brasília.
Os participantes disseram que os três são órgãos essenciais para que a mineração brasileira aproveite o momento positivo de oportunidades para atrair investimentos e gerar negócios em mineração, em especial, dos minerais críticos e estratégicos para várias finalidades, como transição energética e inovação tecnológica. Eles também elogiaram a iniciativa do governo federal em reinstalar o Conselho Nacional de Política Monetária, um colegiado com 18 ministros que traçará metas para a política mineral do país.























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