Nexa obteve lucro líquido ajustado de US$ 94 milhões no primeiro trimestre
Crescimento foi expressivo comparado ao resultado de US$ 32 milhões no mesmo período do ano anterior
A Nexa, uma das cinco maiores mineradoras de zinco do mundo, encerrou o primeiro trimestre de 2022 com um desempenho financeiro acima das expectativas de mercado, principalmente pelo aumento de preços dos metais no mercado mundial. Os preços médios de zinco, cobre e chumbo, na Bolsa de Londres, evoluíram, respectivamente, 37%, 18% e 16% frente aos três primeiros meses de 2021. Com esse cenário, a receita líquida consolidada, por exemplo, chegou a US$ 722 milhões contra US$ 603 milhões no mesmo período do ano anterior, mesmo diante de um menor volume de produção de zinco e cobre, decorrentes especialmente do menor volume de processamento de minério na mina de Cerro Lindo (Peru) e da parada temporária da mina subterrânea de Vazante (MG) entre a metade do mês de janeiro e final de março, ocasionada pelo volume recorde de chuvas no período. De janeiro a março, a produção de zinco foi de 66,3 mil toneladas (- 14%), 6,9 mil toneladas de cobre (-13%), 12,4 mil toneladas de chumbo (+19%), 2,2 milhões de onças de prata (+9%) e 6,4 mil onças de ouro (+33%). Já as vendas de zinco metálico e óxido de zinco, produtos com maior valor agregado, foram de 134 mil toneladas, uma redução de 9%, seguindo a redução de menores volumes produzidos.
No trimestre, a Nexa firmou um acordo para a comercialização de cobre a ser produzido pela unidade de Aripuanã, por cinco anos, limitado a 31 mil toneladas, a preços de mercado (offtake agreement). Esse acordo substituiu uma obrigação de pagamento de royalties estabelecida anteriormente e gerou um impacto não caixa de US$ 19 milhões no trimestre. Excluindo esse efeito não caixa, o EBITDA ajustado do período foi recorde, alcançando US$ 208 milhões, um crescimento de 16% sobre o primeiro trimestre de 2021. Nesse sentido, importante destacar que os maiores preços dos metais no mercado global e iniciativas de redução de custos permitiram à Nexa parcialmente equilibrar os custos inflacionários e a apreciação da moeda brasileira.
O lucro líquido ajustado da companhia, no primeiro trimestre, chegou a US$ 94 milhões, um crescimento expressivo perante o resultado de US$ 32 milhões no mesmo período do ano anterior.
“Entregamos mais um expressivo resultado, superando desafios operacionais, como o surgimento da variante Omicron e as enchentes em Vazante. Acreditamos que nossa disciplina financeira, aliada ao foco na eficiência operacional e a sua constante melhoria na execução, nos apoiará no atingimento do guidance anual e na geração de valor sustentável. Dessa forma, seguiremos crescendo como uma empresa socialmente responsável e uma opção de investimento atrativa para o mercado. Olhando para o futuro, seguimos otimistas e as perspectivas para os metais básicos permanecem positivas, impulsionando a sólida demanda por nossos produtos. No entanto, continuamos monitorando de perto os riscos associados ao potencial de novas variantes da COVID-19, a guerra Rússia-Ucrânia e interrupções na cadeia de suprimentos em meio a pressões inflacionárias”, destaca Ignacio Rosado, CEO da Nexa.
Em relação aos investimentos para enfrentamento da COVID-19, a Nexa dedicou US$ 2,8 milhões para adoção das medidas sanitárias e dos protocolos de saúde e segurança em todas as suas operações e para apoio às comunidades onde está presente ao longo dos três primeiros meses do ano. A expectativa é que tais custos sigam correndo, pelo menos, até o final de 2022.
CAPEX alcança US$ 83 milhões no primeiro trimestre
Os investimentos em CAPEX da Nexa chegaram a US$ 83 milhões nos primeiros três meses do ano, sendo que 35% desse valor foi dedicado a projetos de expansão, principalmente para Aripuanã (MT). Ainda em relação ao CAPEX, a apreciação da moeda brasileira frente ao dólar norte-americano gerou um impacto negativo de US$ 4,7 milhões no trimestre. Para o ano de 2022, a expectativa é que os investimentos sejam acelerados nos próximos trimestres, mantendo o guidance de US$ 385 milhões.
Neste ano, está programada a produção comercial de Aripuanã para o terceiro trimestre, com um volume estimado de 120 mil toneladas anuais de zinco equivalente quando a mina estiver operando com plena capacidade. No final do primeiro trimestre, o progresso físico alcançou 100% e houve a finalização mecânica do projeto. O investimento em Aripuanã busca aumentar a integração entre as minas e as unidades metalúrgicas (smelters) da companhia. Além disso, o empreendimento é considerado um dos mais sustentáveis da mineração brasileira, com disposição de rejeitos a seco e reutilização de praticamente 100% da água utilizada no processo produtivo.
Para área de exploração mineral e avaliação de projetos em 2022, a Nexa seguirá com seus esforços de ampliar suas reservas e recursos minerais, o que deverá somar um investimento de US$ 82 milhões, em adição ao CAPEX. Neste primeiro trimestre do ano, as despesas de exploração somaram US$ 16 milhões.























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