O fraco desempenho do segmento extrativo mineral influenciou o Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, que mede a demanda interna por bens do setor industrial, e registrou um recuo de 1,1% em janeiro, comparado com o mês anterior. O cálculo foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Enquanto a produção interna líquida, descontadas as exportações, caiu 1,4%, as importações de bens industriais avançaram 0,9% no período. Na comparação com janeiro de 2018, o indicador caiu 3,4%, um resultado pior que o desempenho da produção industrial medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – queda de 2,6. Tomando por base a variação acumulada em 12 meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (2,1%) que o apresentado pela produção industrial (0,6%).
Em relação às grandes categorias econômicas, o resultado de janeiro foi positivo. O grande destaque foi o consumo aparente de bens de capital, que avançou 5,5% em relação ao mês de dezembro do ano passado. O segmento bens de consumo duráveis, por sua vez, registrou aumento de 4,4%. Já na comparação interanual, o resultado foi heterogêneo. Enquanto o setor de bens de capital registrou alta de 7,5%, impulsionado pelas importações de plataformas de petróleo ocorridas em janeiro, o segmento de duráveis caiu 7,8% relativamente a janeiro de 2018.
Na análise das classes de produção, o bom desempenho das grandes categorias econômicas refletiu no crescimento da demanda interna por bens da indústria de transformação, que avançou 0,5% sobre o mês de dezembro de 2018. A extrativa mineral, por sua vez, segue apresentando comportamento volátil. A queda de 17% em janeiro sucedeu o avanço de 21,2% no período anterior. De um total de 22 segmentos, 13 avançaram.
Na comparação interanual, dez segmentos registraram crescimento em janeiro ante o mesmo período de 2018, com destaque para equipamentos de transporte (31,1%) e produtos de metal (6,8%). Neste comparativo, a maior oscilação negativa veio do segmento celulose, com queda de 11,4%. Por fim, no acumulado em 12 meses, 12 segmentos apresentaram variação positiva até o mês de janeiro.
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