Cadeia produtiva do alumínio reunida em evento realizado em São Paulo
ExpoAlumínio e 8º Congresso Internacional do Alumínio são promovidos pela ABAL
ExpoAlumínio e 8º Congresso Internacional do Alumínio são promovidos pela ABAL
Executivos de grandes companhias, representantes de associações internacionais do alumínio, agências governamentais, centros de pesquisa e excelência e empresários participaramda abertura oficial da ExpoAlumínio – Exposição Internacional do Alumínio e do 8º Congresso Internacional do Alumínio, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). O evento foi realizado entre os dias 03 e 05 de setembro.
A cerimônia de abertura contou com a presença de Milton Rego, presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Moreira Franco, ministro de Minas e Energia; Ricardo Bocalon, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo; Tadeu Nardocci, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), e Paulo Octavio P. de Almeida, vice-presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado.
Em seu discurso, Milton Rego ressaltou que “o Brasil precisa produzir mais, gerar excedente, investir, exportar e criar postos de trabalho. Isso é impossível sem uma indústria dinâmica, que é responsável hoje por 13% dos empregos no nosso País, justamente aqueles melhor remunerados. Hoje, apenas as empresas do setor de alumínio empregam diretamente cerca de 120 mil pessoas no País”.
Paulo Octavio de Almeida citou a importância do segmento na economia mundial. “A notoriedade do alumínio faz com que a Reed Exhibitions Alcantara Machado aposte em seis eventos espalhados pelo mundo, nas Américas, Europa e Ásia, onde temos contato com mais de 60 mil compradores desse setor, com a missão de conectar compradores, expositores e associações”.
O ministro Moreira Franco conclamou as empresas do setor a liderarem um movimento de discussão sobre a tarifa de energia elétrica, que tem forte impacto na produção de alumínio, em particular, e na indústria em geral. “O momento é esse. Precisamos discutir os impostos que incidem sobre a composição do preço da energia”, discursou.
A abertura contou também com palestras de Kirstine Veitch, consultora da Metal Bulletin, e do economista Octavio de Barros, fundador e diretor da Quantium4 Soluções de Inovação. Kirstine analisou o impacto do “fator chinês”. “São momentos difíceis para os planejadores. A realidade é que o mercado atual está incerto, principalmente por causa do output de alumínio da China e das sanções econômicas. Porém, nos últimos anos, a demanda por alumínio foi forte e ultrapassou os outros metais, como o aço e o cobre. O alumínio encontrou aplicação em diferentes setores, com o de transportes, e conseguiu roubar o espaço dos outros metais”.
Octavio de Barros falou principalmente sobre os desafios para o próximo presidente eleito, entre eles, reformas inadiáveis, como a da previdência e a reforma fiscal. E fez um alerta. “Uma das coisas mais perigosas que existem no Brasil atualmente é o senso comum de que todos os nossos problemas – como ineficiência, desequilíbrio da previdência e déficit fiscal – decorrem da corrupção. Isso é uma ilusão que serve para evitar que difíceis escolhas sejam realizadas. A corrupção não explica nossos problemas estruturais”.
A abertura contou ainda com um debate entre os quatro CEOs das principais empresas do setor no país: Otavio Carvalheira, da Alcoa Alumínio; Ricardo Carvalho, da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA); John Thuestad, da Norsk Hydro do Brasil e Tadeu Nardocci, da Novelis do Brasil.
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